Concertos Tribanco

Ronaldo Diamante

Contrabaixista, compositor e arranjador nascido no Rio de Janeiro em 1958, estudou contrabaixo com Rudolf Kruppa como bolsista da OSB, teoria com Valéria Peixoto e harmonia funcional com Isidoro Kutno. Entrou para o curso superior de contrabaixo na UFRJ e de História na Universidade Santa Úrsula abandonando os dois cursos para se dedicar a carreira de músico profissional.

 

No final dos anos 70 participou do grupo de Jazz-Rock Hotel das Estrelas, seguindo depois para a estrada do músico acompanhante trabalhando com diversos artistas importantes do show-bizz brasileiro e internacional como: Maria Bethania, Marisa Monte, Joyce, Durval Ferreira, Fátima Guedes, Eduardo Dusek, Roberta Sá, Roberto Menescal, Steve Hackett (guitarrista do grupo inglês Genesis), os conjuntos Coisas Nossas e Garganta Profunda.

Foi diretor musical e arranjador do show de musica brasileira no Cassino Monumental da Póvoa em Portugal do Prêmio Coca-Cola de Teatro Infanto-juvenil, dos cantores Eduardo Dusek e Belô Velloso, e de shows do atores Miguel Falabella e Stella Miranda. Gravou mais de 60 trilhas para teatro, cinema e TV como instrumentista, arranjador e diretor musical, de forma independente e como músico contratado da Rede Globo. Paralelamente ao trabalho com Música Popular, manteve intensa atividade didática lecionando na Musiarte e Pro-Arte (RJ). Como instrumentista no Jazz, Música Erudita e Instrumental, trabalhou com Tim Rescala, Paulo Moura, Rio Jazz Orchestra, Tomás Improta, Tato Taborda,

José Staneck, Alma Thomas, Fernando Moura, Aquarela Carioca, Monique Aragão, Marinho Boffa, Barrosinho, Jeff Gardner e Lany Gordim.

Em 1997 abandona o emprego de músico da Rede Globo passa a dividir seu tempo entre as cidades de Teresópolis e Rio de Janeiro, investindo de forma mais efetiva no Jazz e na Musica Instrumental, lançando dois CDs autorais “Jaix”(Eldorado) e “Charanga”, trabalhos muito bem recebidos pela crítica especializada.

De 2001 a 2009 coordenou e atuou, juntamente com o pianista Paulo Midosi, no projeto do Sesc Teresópolis “Clube do Jazz e da Bossa Nova” onde se apresentou com Nelson Faria, Nivaldo Ornellas, Paulo Braga, Mauro Senise, Victor Biglione, Gabriel Improta, Daniela Spielman, Marcelo Martins, Pascoal Meirelles, Renato Massa, Claudio Infante e muitos outros grandes músicos.

Em 2014 volta definitivamente para a cidade do Rio de Janeiro, em  parceria com o saxofonista Daniel Garcia lança o cd “Quarteto’. Em 2017 realiza mais um projeto autoral “Suite para Improvisadores”, que conta com a participação de alguns dos mais importantes instrumentistas da história da música carioca. Mantem constante atividade, seja com o seu grupo instrumental, ou como musico contatado

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José Stanek (gaita)

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Oscar Bolão (percussão)

 

José Stanek

Chamado de David Oïstrakh da harmônica pelo crítico francês Olivier Bellamy e comparado aos músicos Andrés Segovia e Mstislav Rostropovich por sua atuação na divulgação do instrumento pelo crítico Luiz Paulo Horta, desenvolve um estilo próprio onde elementos da música de concerto, brasileira e do jazz se fundem numa sonoridade marcante.

Estudou harmonia com Isidoro Kutno, análise com H. J. Koeullreutter e interpretação com Nailson Simões. Em 2007, obteve o título de Mestre pela UNIRIO. Desenvolve importante trabalho na área do ensino viabilizando um trabalho social de inclusão cultural, atendendo a comunidades carentes e projetos sociais, levando o ensino de música através da gaita para crianças em diversas locais do Brasil.

Atua com diferentes formações camerísticas, e já foi solista de diversas orquestras sinfônicas brasileiras e internacionais.

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Oscar Bolão (percussão)

Oscar Bolão

(Oscar Luiz Werneck Pellon, 06/02/1954)

Um dos mais importantes nomes da percussão brasileira, iniciou-se profissionalmente em 1974, no conjunto“Coisas Nossas”, realizando extensa pesquisa sobre a música brasileira dos anos 20 e 30. Considerado o único seguidor do estilo de bateria criado por  Luciano Perrone, em 45 anos de atividades trabalhou com grandes artistas da nossa música como Elizeth Cardoso e Ney Matogrosso. Integra o Novo Quinteto, criado nos mesmos moldes do quinteto de Radamés Gnattali, a Orquestra Pixinguinha, que desde 1988 tem remontado os arranjos originais do mestre do Choro, a Banda de Câmara Anacleto de Medeiros e ainda o Coreto Urbano e o Pife Muderno, ambos dirigidos pelo flautista e saxofonista Carlos Malta. Apesar de fortemente ligado aos estilos tradicionais de música brasileira, tem atuado em trabalhos de música contemporânea de autores como Ronaldo Miranda, Ricardo Tacuchian e Tim Rescala, que lhe dedicou duas peças: “Concerto Para Dois Pandeiros e Cordas” e “Batendo um bolão com Perrone na corte de Radamés”.  Participa intensamente de festivais de música bem como realiza oficinas e palestras no Brasil e no exterior. Professor da Escola Portátil de Música, em 2004 lançou pela Lumiar Editora o livro “Batuque é um Privilégio”, que trata da percussão nos gêneros de música do Rio de Janeiro.

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Jane Duboc

Jane Duboc Moreira é paraense de Belém. Com treze anos de idade já fazia apresentações filantrópicas no colégio onde estudou, na televisão e em festivais.

Em Belém, Jane Duboc formou o conjunto “Ilusão” e quando morou em Natal formou o “Quarteto das Tri”, cujo nome se deve ao fato de todas as integrantes terem sido tri-campeãs nos esportes (era um conjunto que imitava o “Quarteto em Cy”). Atuou como esportista, ganhando muitas medalhas em competições estaduais de natação, voleibol, tênis e tênis de mesa. Por suas qualidades esportivas, a Assembléia Legislativa de Belém criou o prêmio “Jane Duboc Vaquer” para incentivar todos os esportistas paraenses.

Aos dezessete anos de idade foi morar e estudar nos Estados Unidos (Columbus-Georgia), graças à uma bolsa de estudos que ganhou. Ficou por lá cerca de seis anos. Casou com o músico Jay Anthony Vaquer com quem tem um filho, Jay Vaquer. Nos Estados Unidos, além de atuar como cantora, compositora e instrumentista (cantava em bares, boates, clubes e igrejas), Jane Duboc trabalhou também com publicidade, sendo inclusive, premiada. Na universidade, estudou orquestração, canto lírico, flauta e arte dramática, onde também chegou a lecionar História da Música.

Retornou ao Brasil na década de 70. Formou o “Grupo Fein”, que se apresentava cantando somente em inglês. Gravou o compacto “Pollution”, na época produzido por Raul Seixas. A letra da música composta por Jane foi vetada pela censura (considerada subversiva para a época) e ela gravou tudo em “scat”. Trabalhou com Raul Seixas e participou de seus discos. Foi integrante da “Banda Veneno” do maestro Erlon Chaves. Também integrou o coral da Rede Globo gravando várias aberturas de programas e participou de um disco de Chico Anysio (“Linguinha”). Com o ex-marido americano Jay Anthony Vaquer, gravou um LP para a RCA: “Morning The Musicians” com a participação de Luiz Eça, Paulo Moura, Noveli e Bil French.

Ainda nos anos 70 excursionou com Egberto Gismonti nos shows “Água e Vinho I e II”, participando do seu CD “Árvore” fazendo vocais e tocando percussão. Participou do VI FESTIVAL INTERNACIONAL DA CANÇÃO (FIC), defendendo com Sérgio Sampaio a música “No ano 83”. Gravou a trilha sonora para o filme “Janaina” (com Marlene França) e da peça “Encontro no Bar” (com Camila Amado e Otávio Augusto). Para o selo Marcus Pereira, gravou o LP “Acalantos Brasileiros” e participou da série “Música Popular do Norte” cantando músicas folclóricas regionais. Desta série também participaram Elis Regina (Sudeste) e Nara Leão (Nordeste). Compôs e gravou com Guto Graça Melo a trilha sonora do filme “Amor Bandido” de Bruno Barreto.

Jane Duboc foi integrante da “Zurama Jingles” gravando comerciais para a companhia de Ivan Lins, Eduardo Souto Neto, Tavito e Paulo Sergio Valle (cantou no comercial da “Soletur Turismo” que foi veiculado em rede nacional de TV). Também foi integrante da “Rio Jazz Orquestra” de Marcus Spillman, cantando temas de Duke Ellington e outros nomes do Jazz. Participou das gravações de discos dos grupos “Os Motokas” e “Os Skates” cantando com Claudinha Telles e o Grupo Roupa Nova (na época: “Os Fanks”). Juntos faziam covers e imitavam artistas como Alcione.

Nos anos 80 participou do festival “MPB 80” promovido pela Rede Globo de Televisão com a música “Saudade”. Assinou contrato com a Som Livre e gravou um compacto com a música “Cheiro de Amor” (sucesso na voz de Maria Bethânia).

Na Som Livre foi integrante do grupo vocal “Cantamor” e gravou dois discos. Participou de vários especiais da Rede Globo (Roberto Carlos, Fábio Jr., Pirlimpimpim, Arca de Noé-2, Verde Que Te Quero Ver e muitos outros). Em 1982 participou do “MPB-Shell” e classificou a música “Tentação” (Tunai e Sérgio Natureza). Seus fãs mais ardorosos e o fã-clube “Minas em Mim” já conseguiram catalogar mais de cem discos com a participação de Jane Duboc. Discos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Hermeto Pascoal, Roberto Sion, Sarah Vaughan, além de discos infantis e curso de inglês.

Ainda na década de 80, Jane Duboc percorreu o Brasil fazendo shows com Filó, Hélio Delmiro, Tunai, Aécio Flavio, Peri Ribeiro, Márcio Montarroyos, Toninho Horta e Miucha. Com Toquinho, excursionou pelo Brasil com o show “Doce Vida” (recebeu elogios de Elis Regina) e viajou com ele pela Itália, gravando um disco em Milano (Milão). Gravou com o Grupo Bacamarte de Rock Progressivo o CD “Depois do Fim” com quem também fez alguns shows.

O sucesso e o reconhecimento nacional vieram com a sua fase romântica quando em 1987 gravou as músicas “Chama da Paixão” e “Sonhos” com grande execução nas emissoras de rádio e apresentações em vários programas de televisão. Tal sucesso abriu caminho para a sua participação em quatro trilhas de novelas, dentre elas a “Vale Tudo” com a música “Besame” (Flávio Venturini e Murilo Antunes).

Um outro lado pouco conhecido de Jane Duboc é o de escritora. Ela é autora dos livros: “Através de Paredes” (poemas), “Jeguelhinho” e “Bia e Buze” (infantis). Os livros infantis também são peças musicais. Os livros foram lançados pelo editora paraense CEJUPE.

Com o grande respaldo de sua formação nos Estados Unidos, Jane Duboc assinou contrato com José Maurício Machline para fazer o espetáculo “Movie Melodies”, todo cantado em inglês e abordando temas de trilhas sonoras de filmes que marcaram época. O show teve tamanha receptividade que a gravadora “Movie Play” transformou-o em um CD. Seguramente um dos mais belos discos da carreira fonográfica de Jane Duboc. O show foi um verdadeiro cult e Jane Duboc já pensa em uma nova versão para ele.

A identidade da cantora com Minas Gerais é antiga. Ela gravou em 1980 no seu primeiro disco solo “Languidez” a música “Manuel, O Audaz” dos compositores mineiros Toninho Horta e Fernando Brant, fazendo-a lembrar do seu jipe que ela e a mãe dirigiam em Natal quando Jane fazia shows por lá.

Em 1988 como prova de amor e grande carinho pelos compositores e público mineiros, Jane Duboc compôs e gravou “Minas em Mim” em um LP onde a maioria das composições são de Minas Gerais e que acabou se transformando em um especial de televisão, transmitido pela TV Bandeirantes. Em 1995 Minas Gerais recebeu uma nova homenagem de Jane Duboc: o CD “Partituras”, um verdadeiro songbook de Flávio Venturini, mostrando para o mundo que ninguém sabe cantar Minas Gerais como ela. Outro destaque em sua carreira foi a gravação do CD “Brasiliano” onde Jane Duboc canta em italiano sucessos da Itália, mas tudo com um ritmo de bossa. O CD só foi lançado na Itália pela Globo Records.

Outro grande momento na carreira de Jane Duboc foi ter gravado o CD “Paraíso” com o já falecido saxofonista Gerry Mulligan, um dos mais respeitados nomes do Jazz mundial. Como diz Jane, um namoro musical que começou desde o tempo em que Jane excursionava com Toquinho pela Itália e que se transformou em um belíssimo disco lançado inclusive no Japão. E foi a convite da prefeitura de Gifu no Japão que Jane Duboc e Roberto Sion fizeram juntos o CD “From Brazil To Japan”, cidade onde também eles se apresentaram. A voz de Jane Duboc fez muito sucesso no Japão quando a música “Canção do Sal” de Milton Nascimento, gravada por Jane Duboc em participação especial no CD de Marco Bosco foi muito executada nas rádios, fazendo os japoneses cantarem em português.

Nos últimos anos Jane Duboc também investiu sua bonita voz em publicidade, gravando comerciais que foram veiculados em rede nacional: Lojas Riachuelo, Carrefour, Soletur Turismo, Desodorante Impulse, Vódica Eristof, Cerveja Bhrama, Banco do Brasil, Biscoitos Nabisco, Chocolates Sufflair e muitos outros.

Durante seis anos, Jane Duboc foi empresária. Sócia de Paulo Amorim , Jane Duboc abriu uma gravadora na Barra da Tijuca-RJ. A gravadora se chamou JAM Music e por lá passaram artistas como Angela Ro Ro, Célia, Zé Luiz , Tunai, Beth Carvalho, Alaíde Costa, Oswaldo Montenegro, além de nomes novos nos quais Jane Duboc apostou tudo! Em 2002 Jane Duboc recebeu um convite do Maestro Nelson Ayres para, junto com Edu Lobo, cantar com a Orquestra Sinfônica de Israel (do maestro Zubin Mehta), uma das cinco melhores orquestras sinfônicas do mundo. O show aconteceu em Israel.

Ainda em 2002 Jane Duboc comemorou seus 30 anos de carreira e lançou através de sua gravadora o CD “Sweet Lady Jane” gravado em Nova York com produção de Ivan Lins. O CD recebeu elogios da crítica e é um dos melhores discos que Jane Duboc já fez. Para lançar este CD Jane Duboc fez shows em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília acompanhada por uma orquestra com 30 músicos e solistas convidados especiais, como o grande maestro Nelson Ayres. Jane Duboc também fez um VCD de aproximadamente 15 minutos com fotos de sua carreira, desde a infância até “Sweet Lady Jane”.

Em 2003 Jane Duboc em comemoração aos seus 30 anos de carreira, realizou um grande sonho seu: relançou em CD através de sua gravadora JAM Music, seu primeiro LP solo: “Languidez” (1980) que reúne um grande número de músicos importantes da MPB como: Djvan, Toninho Horta, Oswaldo Montenegro, Márcio Montarroyos, Hélio Delmiro, Luiz Avelar, Sivuca e canções como “Que Outro Dia Amanheça”, “Manuel, O Audaz” e “Saudade”. Em outubro de 2003, Jane Duboc recebeu um convite especial do premiado maestro Marcelo Ramos, regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, para realizar um espetáculo sinfônico em homenagem ao compositor mineiro Ary Barroso que completaria 100 anos de vida.

Foi a primeira vez que uma orquestra sinfônica do Brasil prestou esta homenagem. O show foi gravado e transformado em um especial de TV.

Também em 2003 a gravadora “EMI Music South East Asia” incluiu Jane Duboc como cantora brasileira para fazer parte do CD “PINK – CHAMPAGNE”, uma coletânea onde se destacam grandes cantoras mundiais como Ella Fitzgerald, Billie Holliday, Sarah Vaughan, Liza Minnelli, Edith Piaf, Nina Simone, Judy Garland e outras.

Em 2004 a gravadora “Universal Music Polska” lançou na Bulgária o CD “Rendez-Vous On The Jazz Boulevard” – Vol. 2, um CD coletânea que inclui Jane Duboc além de outros grandes nomes da boa música mundial como Norah Jones, Diana Krall, Natalie Cole, Josefine Cronholm, Patricia Kass, Roberta Flack, Laura Fygi, Julie London, dentre outras.A Rede Globo de Televisão, através do programa “Ação” entregou à Jane Duboc e Celso Viáfora o prêmio “Ação 5 Anos” por seu trabalho realizado no Barracão dos Sonhos da comunidade carente de Paraisópolis-SP.

Em março de 2005 Jane Duboc recebeu um convite de Ricardo Queiroz para, junto com Wagner Tiso e Victor Biglione, cantar no Festival de Música Latina que acontece anualmente em Vantaa na Finlândia. O show acabou sendo mostrado também no Brasil e foi muito aplaudido. Em agosto de 2005 Jane Duboc lançou no Japão sob encomenda da Gravadora ARGUS, o CD “Glow” com seis músicas inéditas e de sua autoria, todas em inglês com grande destaque para a maravilhosa canção “Spend The Night”. Também fez uma letra em inglês para a música “Chama da Paixão”, grande sucesso nacional e agora lançada no Japão. O CD “Glow” foi lançado no Brasil em 2006. O CD coletânea “Uma Voz, Uma Paixão” foi indicado ao Grammy Latino 2006 de música.

Em 2007 e 2008 Jane Duboc lançou dois discos pela gravadora Biscoito Fino: “Uma Porção de Marias” e “Canção da Espera”. Os dois discos foram elogiados pela crítica por causa da qualidade de produção. “Canção da Espera” é um disco em homenagem ao músico e amigo Egberto Gismonti.

Em 2009 Jane Duboc realizou um grande sonho: homenagear sua mestra e diva da canção negra Ella Fitzgerald lançando um CD tributo pela gravadora Rob Digital. A imprensa de todo o Brasil teceu elogios de norte a sul pela belíssima produção de arranjos que Jane Duboc e os músicos convidados fizeram para o disco. Este disco lhe rendeu em 2010 o prêmio de melhor disco brasileiro em língua estrangeira patrocinado pela Companhia Vale do Rio Doce. Também em 2010 Jane Duboc participou do Festival de Jazz em Portugal que aconteceu na Ilha da Madeira e ajudou a produzir a peça infantil “O Índio Cauã e a Sustentabilidade”, compondo todas as músicas e fazendo a direção musical e de voz dos atores.

No início de 2011 com a reabertura da sua gravadora JAM Music, Jane Duboc lançou o CD “Sweet Face Of Love – Jane Duboc sings Jay Vaquer” que reúne 11 músicas de seu filho Jay com letras em inglês. O disco que foi produzido pela própria Jane, contou com arranjos primorosos de Rob Mounsey, Nigel Shore, Toninho Horta e tem a participação vocal de Pedro Mariano, Isabella Taviani, Jay Vaquer, Jorge Vercillo e Milton Nascimento.

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Ney Fialkow

Premiado em diversos concursos, destacando-se o cobiçado título de melhor pianista do VII Prêmio Eldorado de Música, em São Paulo, os primeiros prêmios em diversos concursos nacionais e no exterior, o pianista Ney Fialkow é hoje um dos destacados músicos do cenário nacional. Tem conciliado movimentada carreira de solista e camerista com a atividade de professor do Instituto de Artes UFRGS, em Porto Alegre, instituição aonde estudou com a Zuleika Rosa Guedes e também com Dirce Knijnik. Suas aparições como solista e camerista tem cativado plateias de diversas salas de concerto no Brasil e no exterior e suas masterclasses tem sido apreciadas por jovens pianistas de diversos países em universidades e festivais de música.  Sob os auspícios do governo brasileiro, realizou formação em pós-graduação nos EUA, obtendo o título de Doutor em Música no Peabody Conservatory da Johns Hopkins University, Baltimore, onde foi assistente da célebre pianista Ann Schein, obtendo o prêmio Francis Turner por destaque em performance. Realizou também com distinção o Mestrado em Música no New England Conservatory, Boston, com Patrícia Zander.

Em parceria com o aclamado violinista Carmelo de los Santos, lançou o CD “Sonatas Brasileiras” gravado ao vivo, tendo sido acolhido pelo público e crítica especializada como “um dos melhores registros que o Brasil produziu de sua música de câmera”, recebendo o prêmio de Melhor CD erudito do Prêmio Açorianos 2009. Em 2006 realizou concerto com o Trio Porto Alegre (Cármelo de los Santos e Hugo Pilger) no projeto “Copa da Cultura”, promovido pelo Ministério da Cultura do Brasil em Berlim, na Alemanha, com repertório dedicado à música de câmera brasileira. Em 2010 participou como solista da estréia da obra “Mahavidyas” de Vagner Cunha e do CD da versão integral da obra lançado em 2010, obtendo o Prêmio Açorianos junto com a pianista Cristina Capparelli como melhores intérpretes. Em 2015 foi pianista convidado da III Semana Internacional de Música de Câmera do Rio de Janeiro, realizando também recitais em Lima, e Buenos Aires, e concertos como solista das Orquestras de La Paz, na Bolivia e de Southeast Kansas, nos EUA, tendo também realizado turnê e gravação de CD “Metamorfora” com o aclamado contrabaixista Marcos Machado por diversas cidades norte-americanas e brasileiras. Em 2016 realizou ao lado do Pianista Guigla Kastarava concerto a 2 Pianos na Salle Cortot em Paris e também no Teatro do Conservatório Nacional de Estrasburgo, na França.

Em 2017, realizou recital com a mezzo soprano Angela Diel na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, recitais ao lado da soprano Eiko Senda no Teatro SODRE em Montevideu, e concerto como solista ao lado de Hugo Pilger junto à Orquestra de Ouro Preto, entre outras atividades artísticas. Este ano gravou o segundo CD com Marcos Marchado para o Selo Blue Griffin. Já atuou como solista de diversas orquestras sob a regência de Camargo Guarnieri, Roberto Tibiriçá, Roberto Duarte, Isaac Karabtchevsky, Paul Chou, Miguel Graça Moura, Raúl Munguia, Manfredo Schmiedt e outros.

 

“…sonoridade perfeita, fraseado harmonioso, dedilhado preciso e suave, marca registrada dos grandes pianistas”
O Estado de São Paulo, SP

 

“…fervilhando brasilidade nos Ponteios de Guarnieri”
L’Alsace, França

Hugo Pilger

Doutor em Música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Hugo Pilger (Porto Alegre-RS, 1969) iniciou seus estudos de violoncelo na Fundarte (Fundação de Artes de Montenegro-RS) com Milton Bock. Em 1987, passou a estudar no Rio de Janeiro com Marcio Malard, e em 1994, na classe do professor Alceu Reis, formou-se no curso de Bacharelado em Instrumento Violoncelo da UNIRIO, instituição na qual concluiu seu Mestrado em Música em 2012. Como solista, se apresentou à frente de várias orquestras, dentre elas: Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba, Orquestra Sinfônica da Bahia, Orquestra Petrobras Sinfônica, Orquestra Ouro Preto, Orquestra Sinfônica Nacional, Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Realizou turnês em diversos países da Europa, América do Sul e do Norte.

Em 2006, Hugo fez a estreia no Brasil da importante obra para violoncelo e orquestra Tout un Monde Lointain do compositor francês Henri Dutilleux, e, em 2009, a estreia sul-americana do concerto para violoncelo e orquestra Pro et Contra, do compositor estoniano Arvo Pärt. Das obras que lhe foram especialmente dedicadas, destacam-se: Sonata nº 2 para Violoncelo Solo de David Ashbridge, Orégano de Ricardo Tacuchian, Meloritmias nº 10 de Ernani Aguiar, Serenata pro Pilger de Maurício Carrilho, Reflexões sobre a Ostra e o Vento de Wagner Tiso, Sortilégios de Marcos Lucas, O Golpe para violoncelo e orquestra de cordas de Felipe Radicetti, Esferas para violoncelo, quatro trompas e orquestra de cordas de Paulo Francisco Paes e Concerto para violoncelo e orquestra (2013) de Ernst Mahle. É primeiro violoncelo da Orquestra Petrobras Sinfônica, membro do Trio Porto Alegre e professor da classe de violoncelo da UNIRIO.

Destacam-se, dentro de sua discografia, o CD Hugo Pilger interpreta Ernani Aguiar – “Melhor Intérprete Erudito” e “Melhor Álbum Erudito” no Prêmio Açorianos de Música 2015/2016 de Porto Alegre-RS – e o CD duplo, DVD e Blu-Ray gravado com a pianista Lúcia Barrenechea, intitulado Presença de Villa-Lobos na Música Brasileira para Violoncelo e Piano, que contém o primeiro registro do violoncelo que pertenceu ao compositor Heitor Villa-Lobos, um Martin Diehl de 1779. Este projeto ficou entre os três finalistas do Prêmio da Música Brasileira de 2015. Em 2017 lançou  o CD Ernst Mahle, a integral para violoncelo e piano gravado com o pianista Guilherme Sauerbronn e o com a pianista Lúcia Barrenechea, o volume II do Presença de Villa-Lobos na Música Brasileira para Violoncelo e Piano, projeto indicado ao Prêmio Açorianos de Música 2016/2017 como “Melhor Álbum Erudito” e “Melhor Intérprete Erudito” para Hugo Pilger. Recebeu o Prêmio Profissionais da Música 2018 na categoria Instrumentista Erudito. É autor do livro Heitor Villa-Lobos, o violoncelo e seu idiomatismo.

 

“Ouvi cuidadosamente sua interpretação e a descobri cheia de qualidades…”
Henri Dutilleux.

Tiffany Poon

Nascida em Hong Kong, Tiffany Poon foi aceita na Juilliard School Pre-College Division com uma bolsa integral aos 8 anos, realizando seu concerto de estreia nos EUA aos 10 anos de idade. Desde então, vem realizando recitais nos Estados Unidos, Canadá, Europa, Austrália, China e solando com as principais orquestras nos Estados Unidos e na Europa.

Tiffany recebeu uma bolsa integral do programa de intercâmbio Columbia University/Juilliard School, estudando piano com Emanuel Ax e Joseph Kalichstein. Em maio de 2018, formou-se bacharel em filosofia pela Columbia University. No mesmo ano, iniciou seu mestrado em música com uma bolsa integral na Yale School of Music, atualmente estudando com Dean Robert Blocker.

O seu álbum de estreia, “Natural Beauty”, lançado pela KAWAI Edition em maio de 2014, foi altamente elogiado, contendo obras de Bach, Haydn, Chopin, Liszt e Debussy. Além dos recitais e do estudo, ela também dedica seu tempo a fazer vídeos no YouTube, onde compartilha “insights” de sua vida como musicista.

A temporada 2018-19 inclui recitais como parte do KlavierfestivalRuhr, Rheingau Musikfestival, a estreia dela no Brasil, recital no México, e a sua estreia no Festival Huayi, na Esplanada de Cingapura.

Em 2014, Tiffany foi a Vencedora Nacional do “Jovens Artistas” nos Estados Unidos. Seus prêmios incluem o 1º lugar e o prêmio de melhor “performance” no “8º Moscou Internacional Frederick Chopin” para jovens pianistas em 2012 e primeiro lugar na “Juilliard School Pre-College Concert Competition” em 2014.

Recentemente, foi premiada com o 1º lugar no “Manhattan International Music Competition”, o 3º lugar no 17º “International Robert Schumann Competition” em Zwickau, Alemanha, em 2016 e o ​​2º lugar no “Walter W. Naumburg Foundation International Competition”, em 2017, nos EUA.

Tiffany Poon é membro da Young Artists Foundation gGmbH na Alemanha desde 2018 e atualmente reside em Connecticut.

Bohemian Bards

Bohemian Bards é uma banda de valorização da música medieval, respeitando as tradições e a origem de um repertório pouco difundido pelo mundo.
Nesse contexto, os integrantes primam pela valorização dos instrumentos históricos, costumes e canções típicas que fazem parte da Europa medieval e da região da qual os integrantes estão inseridos.

As vestimentas dos integrantes da banda, assim como, as danças típicas características da época medieval, se fazem presentes em quase todas as músicas do repertório.

A banda foi fundada em 2009 e desde então, participa de eventos medievais em castelos e palácios na República Tcheca e shows em tabernas medievais.

Já participaram de festivais na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Luxemburgo, Polônia e Croácia.

David Lidmila (bateria) – Graduado no Conservatório de Pardubice, David também é baterista do exército tcheco. Há muitos anos é professor, membro das antigas galerias de Praga e um músico experiente.

Josef Navara (medieval bagpipes) – Graduado em clarinete pelo Conservatório de Pardubice. Atualmente integra o grupo Bohemían Bards realizando apresentações pelo seu país e demais países europeus.

Karel Novotný (gaita de foles e shawm) – Graduado no Conservatório em Pardubice e pela Faculdade de Educação da Universidade em Hradec Kralove, Karel trabalhou no Shakespearience Festival, em Londres. Além de ser multi-instrumentista, dedica-se ao ensino, composição e direção musical.

Lucie Novotná (hurdy gurdy) – A única dama do nosso grupo. Formada no Conservatório de Pardubice, sua especialidade é o piano. É professora de música em tempo integral, participando também do famoso grupo tcheco de ska-punk Dukla Vozovna, como acordeonista.

Nikita Krein (citola) – Formado pela Escola de Música Republicana da Academia de Música da Bielorrússia, continuou seus estudos de educação musical na Academia de Artes Cênicas em Praga, na classe do mundialmente famoso guitarrista S. Rak, onde obteve o seu mestrado. Atua ativamente como professor e compositor.

Sergio Monteiro

 

Artista Steinway e Chefe de Departamento de Piano da Wanda Bass School of Music, Oklahoma City University, Sergio Monteiro iniciou seus estudos aos quatro anos de idade e formou-se sob a orientação de Myrian Dauelsberg, na Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro.  Durante seu período de formação, conquistou 10 primeiros prêmios em importantes concursos brasileiros e sul-americanos de piano. No ano de 2000, foi contemplado pelo Ministério da Cultura com uma bolsa para estudar na prestigiosa Eastman School of Music, instituição na qual iniciou o seu doutorado sob orientação de Nelita True. Durante seus anos nessa escola, recebeu todos os prêmios oferecidos aos alunos, entre eles o Performance Certificate e o Concurso de Solista.

Em 2001, Sergio Monteiro foi selecionado para participar da segunda edição do concorridíssimo Concurso Internacional Martha Argerich, em Buenos Aires. Com sua eletrizante leitura do terceiro concerto para piano e orquestra de Bartók, o pianista levantou o público, impressionou o júri (de que faziam parte Gyorgy Sandor e Martha Argerich) e deslumbrou os críticos, recebendo o primeiro prêmio. Poucos dias depois, convidado para apresentar-se na abertura do Festival Martha Argerich, ao lado da Filarmônica de Buenos Aires sob a regência de Charles Dutoit.

Logo após o concurso, Monteiro foi selecionado para participar da prestigiosa Academia Internacional de Piano, no Lago de Como, na Itália. Lá, ele teve a oportunidade de trabalhar com os mais importantes professores e pianistas da atualidade, como Bashkirov, Leon Fleisher, Claude Frank, Menahen Pressler, Fou T’song, Andreas Staier e William Grant Nabore.

Sergio Monteiro já se apresentou com as principais orquestras brasileiras. No exterior, apresentou-se com a Phillarmonica de Dresdner, Kremlin Chamber Orchestra, Orquestra Filarmonica de Buenos Aires, Oklahoma City Phillarmonic, Lubeck Philarmonic, Orquestra de Câmara Europeia, Il Palpiti Chamber Orchestra, etc sob a regencia dos maestros Charles Dutoit, Rafael Fruhbeck de Burgos, Neil Varon, David del Pino Klinge, Pedro Ignacio Calderon, Graham Jackson, etc. Entre os brasileiros, Issac Karabitchevsky, Carlos Moreno, Ligia Amadio, Roberto Duarte, Henrique Morelembaum,entre outros.

Apresentou-se no Kremlin, na Sala Palestrina, em Roma; na Konzerthaus e na Philarmonie em Berlin, no Mozarteum Argentino, em Buenos Aires, na Academia Sibelius, em Helsinki, no Kennedy Center em Washington, no Festival Martha Argerich em Beppu, Japão e no Steinway Hall em Nova York e Dallas.  Além de vários recitais na Espanha, Suíça, Brasil, Alemanha e Itália. Na China, vem sendo convidado para júri de diversos concursos e Master Classes em inúmeras universidades e Conservatórios.

Sergio Monteiro é um incansável divulgador da música brasileira de concerto. Em seu repertório contam-se dezenas de obras brasileiras de todos os períodos. Ele tem sido homenageado por nossos mais importantes compositores, com convites para estar à frente de diversas primeiras audições de suas criações e com obras originais a ele dedicadas. No ano de 2008, realizou a estreia mundial das Gravuras Sonoras a D. João VI para piano e orquestra, de Almeida Prado, junto a OSB e o Maestro Flávio Florence, no Rio de Janeiro; e lançou pelo Selo Biscoito Fino a integral da Prole do Bebê, de Villa-Lobos.

Sergio Monteiro vive nos EUA desde 2009. Seus alunos vêm conquistando vários concursos nacionais e internacionais. Nos últimos dois anos, lançou três CDs pelo Selo Nexos, dedicados a obra de Henrique Oswald, a transcrições dos Poemas Sinfônicos de Liszt e as Sonatas de Scarlatti.